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MPT, PF e MPF deflagram Operação Cinderela, contra o tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho escravo

Ribeirão Preto - Foi deflagrada nesta quarta-feira (13) a Operação Cinderela - um trabalho conjunto do Ministério Público Federal, Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho e da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) do Ministério da Economia. A 5ª Vara Federal de Ribeirão Preto determinou a prisão preventiva de 10 pessoas e o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão, todos na cidade de Ribeirão Preto (SP).

A investigação teve início a partir da denúncia de duas vítimas que conseguiram fugir dos locais onde eram exploradas. De acordo com o apurado, jovens transexuais eram trazidas de outros estados, principalmente do Norte e Nordeste, para se prostituírem em Ribeirão Preto, com a promessa de transformação do corpo, hospedagem e alimentação.

As vítimas chegavam já endividadas, em razão das passagens e despesas de viagem adiantadas pelos investigados, e aqui eram obrigadas a consumir drogas, exploradas sexualmente e empregadas no mercado do sexo, onde havia uma divisão territorial de atuação de cada aliciador.

Criada a condição de dependência econômica e ascendência sobre as vítimas, os aliciadores davam início à transformação corporal daquelas, com a aplicação de silicone industrial e realização de procedimentos cirúrgicos ilegais, de modo a aumentar ainda mais a dívida das vítimas.

Aquelas que não conseguiam pagar as dívidas ou que desrespeitavam as regras da “casa” eram julgadas em um “tribunal do crime” e punidas com castigos físicos, morais e multas pecuniárias, além de terem os seus pertences subtraídos. Há registros de suicídios em virtude das pressões sofridas pelas vítimas, desaparecimentos, aplicações de castigos físicos com pedaços de madeira com pregos e homicídios, tudo decorrente da cobrança de dívidas.

Um dos investigados, cuja prisão preventiva foi determinada pela Justiça Federal, já estava preso em razão de outro processo criminal e é investigado sobre dois homicídios e o desaparecimento de três transexuais, uma delas adolescente. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, rufianismo e organização criminosa, além de estarem sujeitos a responder a processos indenizatórios na Justiça do Trabalho.

Vítimas – Além de buscar a responsabilização dos investigados na Operação Cinderela, o MPT atuará em prol da garantia dos direitos sociais das vítimas aliciadas. Para isso, segundo a procuradora Cristiane Sbalqueiro, será utilizada uma rede de contatos com organizações, fórums e com a própria Organização Internacional do Trabalho (OIT), para buscar alternativas de empregabilidade e reinserção social das jovens transexuais.

“Todo ser humano tem direito ao trabalho digno e a exercer qualquer espécie de trabalho numa situação de liberdade e segurança. Por isso, é preciso resgatar as vítimas e dar-lhes oportunidades”, afirma Cristiane.

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