Empresas e instituições de Rio Preto aderem ao pacto "Ninguém Se Cala" para combater a violência contra a mulher
Protocolo visa capacitar trabalhadores e criar ambientes seguros no setor empresarial e em grandes eventos da região de São José do Rio Preto
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO (SP) - O Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) formalizaram a adesão de grandes empresas e instituições de São José do Rio Preto (SP) ao pacto "Ninguém Se Cala". A iniciativa tem como objetivo reforçar a prevenção e o combate ao assédio sexual e a todas as formas de violência contra a mulher, além de garantir a implementação de fluxos de acolhimento e proteção às vítimas em ambientes de trabalho, estabelecimentos comerciais e eventos de grande porte. Estão entre os signatários a comissão organizadora do Rio Preto Country Bulls, a Unimed Rio Preto, a Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme - Hospital de Base) e o Grupo CENE.
A assinatura dos termos de adesão representa um avanço expressivo na aplicação de políticas preventivas no interior paulista. Com a consolidação da parceria, as entidades participantes comprometem-se a promover treinamentos periódicos com suas equipes de funcionários, brigadas e prestadores de serviços, preparando-os para identificar condutas abusivas, adotar procedimentos imediatos de auxílio e acionar as autoridades competentes de maneira eficaz e humanizada.
O projeto busca transformar a postura de equipes operacionais e de atendimento para que atuem ativamente na coibição de comportamentos inadequados, superando a omissão e garantindo suporte integral às mulheres que se encontrarem em situação de vulnerabilidade ou risco. As diretrizes estabelecidas nos acordos contemplam desde a adequação do espaço físico até a reformulação de códigos internos de conduta e programas de conformidade.
"A adesão voluntária de grandes empregadores e organizadores de eventos da região ao protocolo demonstra o compromisso coletivo de erradicar a violência de gênero no ambiente corporativo e nos espaços de lazer. O objetivo principal é garantir que os trabalhadores estejam capacitados para identificar, intervir e acolher de maneira adequada qualquer situação de assédio ou violência, criando uma rede sólida de proteção que priorize a dignidade e a integridade das mulheres", afirmou a procuradora do Trabalho Marina Tramonte, coordenadora regional da Coordigualdade.
A atuação conjunta das instituições e dos setores produtivos locais reforça a responsabilidade social das empresas na promoção de um ambiente de trabalho e de convivência seguro, em sintonia com a legislação estadual e nacional voltada à proteção dos direitos das mulheres.


