MPT autoriza plano de contingência apresentado pelo SESI Presidente Prudente para realocar alunos e professores
Plano de realocação temporária foi apresentado em audiência após suspensão das aulas por risco à saúde causado por incêndio subterrâneo em depósito irregular de lixo
Presidente Prudente (SP) – Em audiência realizada nesta quinta-feira (6/11), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Serviço Social da Indústria (SESI) de Presidente Prudente chegaram a um acordo para garantir a segurança de alunos e profissionais da educação diante da persistente fumaça proveniente de um incêndio subterrâneo em um depósito de lixo irregular na Vila Furquim.
O incêndio, que começou em 12 de outubro, continua emitindo fumaça e odor forte, com características tóxicas, devido à queima de resíduos sólidos como madeira, tecidos, espumas e papéis acumulados no subsolo. A combustão subterrânea, fenômeno raro e de difícil controle, já dura mais de três semanas e tem causado temperaturas de até 190°C em profundidade, segundo monitoramento térmico realizado pela Unesp.
Durante a audiência, o SESI apresentou um plano de contingência para a continuidade das aulas, que inclui a realocação temporária dos alunos. Alguns estudantes serão transferidos para salas da Faculdade Toledo, enquanto outras turmas serão encaminhados para o Centro de Atividades CAT-SESI, localizado a cerca de 200 metros da área afetada.
O MPT autorizou a realocação, mas estabeleceu que, caso a fumaça volte aumentar e a atingir as novas unidades, as aulas deverão ser novamente suspensas.
A suspensão das atividades presenciais na unidade do SESI na Vila Furquim já havia sido requisitada pelo MPT após a constatação de riscos à saúde dos trabalhadores e alunos. A instituição foi orientada a manter as atividades de forma remota sempre que possível, e suspender aquelas que não puderem ser realizadas à distância.
O incêndio no depósito de lixo, que funcionava de forma irregular, reacendeu após chuvas recentes abrirem novas fissuras no terreno, permitindo a entrada de oxigênio e a retomada da combustão. A área segue interditada e sob constante monitoramento da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e pesquisadores da Unesp.
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), instaurou um inquérito civil para apurar os danos ambientais e à saúde pública causados pelo incêndio, além de investigar as responsabilidades pelo descarte irregular de resíduos.
A situação segue sendo acompanhada pelas autoridades locais, e novas medidas poderão ser adotadas conforme o avanço ou contenção do incêndio. Enquanto isso, a prioridade das instituições envolvidas é garantir a segurança da comunidade escolar e minimizar os prejuízos educacionais e sociais causados pela paralisação das atividades.