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MPT integra nova campanha contra o trabalho infantil

Realizada pelo Instituto Adimax, Instituição figura como uma das apoiadoras da mensagem, juntamente com o TRT-15

Campinas - O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou como apoiador, juntamente com o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), de uma campanha de conscientização contra o trabalho infantil, realizada pelo Instituto Adimax.

O evento de lançamento da campanha, realizado na sede do Instituto em Salto de Pirapora (SP), contou com a presença do vice-procurador-chefe do MPT Campinas, Ronaldo Lira, do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Claudio Brandão, do desembargador do TRT-15, João Batista Martins César, do juiz do trabalho Ronaldo Siandela, e dos representantes do Instituto Adimax, Thiago Pereira e Graziele Miziara.

Com o tema “Trabalho infantil não dá jogo”, a campanha utilizará a visibilidade do time Magnus Futsal como forma de multiplicar a mensagem, transformando a quadra em palco de conscientização contra o trabalho infantil. O objetivo é gerar debate, engajamento e mobilização real da sociedade, atribuindo ao tema o protagonismo que ele merece. A campanha terá duração de 1 ano, período em que ocorrerão ativações nas partidas do time, além de postagens em redes sociais do Instituto e dos parceiros.

“Em um momento em que o trabalho infantil volta a ser pauta, por ainda estar presente na realidade de tantas famílias e até em grandes corporações, não podemos nos omitir, pois acreditamos que as empresas têm um papel essencial na construção de uma sociedade mais justa. Usar o esporte como aliado para amplificar essa mensagem e mobilizar a sociedade nos inspira a seguir firmes em nosso objetivo, contribuindo para um futuro mais digno e inclusivo para crianças e adolescentes”, destaca Thiago Pereira.

Para o vice-procurador-chefe do MPT, a parceria renderá bons frutos no sentido de conscientizar a população acerca dos malefícios do trabalho infantil para as crianças e adolescentes. “O Brasil tem grande potencial econômico e social, contudo, para atingir o status de país desenvolvido, em primeiro lugar, deve erradicar qualquer forma de exploração de crianças e adolescentes. O nosso crescimento enquanto nação só acontecerá no momento em que a infância for totalmente preservada, de toda forma de abuso, e que o trabalho seja algo planejado e executado na hora certa, com todas as proteções legais previstas nas leis e na Constituição Federal”, aponta Ronaldo Lira.

Números - No Brasil, em 2023, mais de 1,85 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de idade estavam envolvidos em atividades econômicas ou na produção para próprio consumo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. A cada ano, milhares de jovens abandonam os estudos para ajudar no sustento da família, sendo este um dos principais motivos de evasão escolar. Entre os adolescentes de 16 e 17 anos, o índice atinge 14,6%.

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